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e-NEWS NOVEMBRO 2011 |
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TENDÊNCIAS EM GERENCIAMENTO DE PROJETOS Uma visão geral sobre a metodologia ágil Extreme Programming – XP Autor: Leonardo Anselmo A metodologia ágil “Extreme Programming” ou simplesmente “XP”, foi desenvolvida em 1996 por Kent Beck (um dos signatários do Manifesto para Desenvolvimento Ágil de Software), durante seu trabalho no projeto intitulado “Chrysler Comprehensive Compensation System (C3)”. Em 1999 Kent Beck publicou o método no livro “Extreme Programming Explained” e desde então, o XP vem ganhando cada vez mais espaço no desenvolvimento de software. O XP foca a produção de software com mais qualidade e, principalmente, em menos tempo. Esses resultados são alcançados por meio de um conjunto de valores e práticas apresentados a seguir: 1. Valores 1.1. Comunicação A comunicação é o ponto chave em qualquer metodologia de gerenciamento de projeto para se alcançar o sucesso. A característica da metodologia “XP” com relação à comunicação é o envolvimento dos usuários, de tal forma que praticamente se tornam membros da equipe de desenvolvimento, aproximando-se aos desenvolvedores e possibilitando acesso as informações de forma rápida. Uma característica desta metodologia é o número de pessoas, onde quanto maior a quantidade, maior a dificuldade em gerenciá-las. 1.2. Simplicidade Uma maneira importante de se abordar a simplicidade da metodologia “XP” é o tempo empregado no desenvolvimento de software. Em outras metodologias, grande parte é desperdiçada, onde ao menos 20% do que é desenvolvido é realmente utilizado. Os princípios do “XP” seguem a linha que funcionalidades extras aumentam a complexidade e não a flexibilidade, e o foco é desenvolver apenas o que o cliente realmente solicitou. 1.3. Feedback Funciona em mão dupla, do cliente para o desenvolvedor e vice-versa. O cliente é quem alimenta a equipe de desenvolvimento com suas reais necessidades, estabelecendo prioridades e demonstrando suas reais intenções com relação ao produto final. O desenvolvedor informa de maneira constante e realista, os riscos e estimativas. 1.4. Coragem Os desenvolvedores e os clientes temem sempre que algo ruim possa acontecer, impossibilitando assim, possíveis resultados melhores. As principais “assombrações” dos desenvolvedores são:
Em contrapartida, os clientes também têm preocupações como:
Como no Feedback, uma das técnicas mais utilizadas são as iterações curtas, onde o cliente deve sempre estar próximo ao desenvolvimento. 2. Principais Práticas 2.1. Clientes Presentes A presença do cliente no ciclo de desenvolvimento contribui para o Feedback de melhor qualidade entre cliente e desenvolvedor. Permite realizar pequenas mudanças não deixando aumentar os requisitos do cliente. Outro ponto essencial com essa proximidade é o desaparecimento de temores, tanto de clientes quanto de desenvolvedores. 2.2. Planejamento O planejamento no “XP” é muito iterativo, ou seja, realizado várias vezes. Neste momento o cliente solicita novas funcionalidades e a equipe estima o custo de cada uma delas planejando as iterações. 2.3. Stand Up Meeting No inicio da manhã é realizada uma breve reunião onde a equipe será atualizada das funcionalidades realizadas no dia anterior e definem-se prioridades para o dia que se inicia. Com essas atitudes há uma aproximação dos desenvolvedores diminuindo contradições ao longo do projeto. 2.4. Releases Curtos É um conjunto de funcionalidades que representam valores ao cliente. O recomendável nesta metodologia, é que pequenas entregas sejam feitas ao cliente ao longo do projeto, onde assim ele pode começar a usufruir dos produtos do projeto, ao contrário de metodologias tradicionais onde o cliente aguarda até o fim para utilizar os produtos. 3. Conclusão A metodologia “XP” é típica para ser utilizada em ambientes de desenvolvimento de sistemas. Ao longo dos anos, essa metodologia vêem ganhando força por ser uma metodologia ágil seguindo a linha de fácil aplicabilidade. Referências utilizadas: |
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