Gerenciando mudanças em Projetos de Vida
6. Gerenciando riscos
“Não somos capazes de ajustar os ventos, mas podemos ajustar as nossas velas.”
Familia Schurmann
É certo! Para evitarmos fracassos temos que manter os riscos controlados.
Projeto significa investir algum esforço para mudar uma situação existente, com o objetivo de obter uma recompensa no futuro.
Pequeno problema: E se o futuro não se concretizar?
Tenho como concepção de vida ser responsável pelo futuro através do que planejo e realizo no presente, independente do meu projeto chegar ou não à “fase de encerramento”. Mesmo que este futuro não chegue ao presente, o terei planejado para, se chegar, ocorrer conforme minhas expectativas e desejos.
Existem 5 fases processuais em gerenciamento de projetos, segundo o PMBOK. São elas:
- Iniciação
- Planejamento
- Execução
- Controle
- Encerramento
Tratando-se aqui de gerenciamento de riscos e mudanças, temos que identificar, analisar e responder aos possíveis impactos no projeto.
De acordo com um estudo de “Benchmarking”, realizado pelo PMI – Project Management Institute, em 2006, os métodos de tratamento de riscos nas organizações encontram-se na seguinte subdivisão percentual:
- 42% são realizados com metodologia formal
- 50% são realizados “informalmente”
- 8% não tratam riscos (“deixam rolar...”)
O objetivo maior é transformar o que pode ser uma “vaga incerteza” em “riscos identificados” e, se possível, “quantificados” de forma a nos permitir gerar ao final do processo, um Plano de Gerenciamento de Riscos.
Como disse o Dr. David Hilson em seu site www.risckdoctor.com, “Risco é uma incerteza com conseqüências”.
A célebre frase: “quem não arrisca, não petisca” é de certa forma um grande risco! Não devemos arriscar perder, somente em função do prazer de ganhar. Isso gera ansiedade e um foco errado na direção do resultado que se deve tentar alcançar. O sucesso em um projeto não se estabelece simplesmente através do ganho em prazer, mas sim, do ganho real, mensurável e analogicamente comparável com ganhos similares.
Nós estamos preparados para tomadas de decisão quanto a mudanças necessárias e riscos a serem corridos em nossos Projetos de Vida? Abaixo apresento um Mapa Mental (Mind Map) exemplificando a itemização de fatores quantitativos e qualitativos necessários à tomada de decisão:

“É melhor que você aja e passe a sentir alguma coisa, em vez de ficar parado esperando sentir algo para então agir”
Jerome Bruner
7. Processo de Planejamento do Gerenciamento de Riscos – PMBOK 2004
7.1. Fatores Ambientais relacionados a seu projeto de vida:
Quais são suas atitudes e tolerâncias em relação aos riscos de seu projeto?
7.2. Ativos de Processos Organizacionais pertinentes:
Qual sua experiência em relação aos estudos sobre Riscos? Você conhece algum tipo de abordagem que já tenha sido definida em alguma ocasião, e que possa ser utilizada agora por você neste Plano Gerencial?
7.3 Declaração de Escopo de seu Projeto:
O que mais pode faltar em seu projeto? Quais são os “deliverables” mais importantes de seu escopo? Verifique o escopo de seu projeto e determine se ainda não precisa alterá-lo para alinhá-lo melhor a seus objetivos e resultados esperados?
7.4. Plano de Gerenciamento do Projeto:
O Plano de Gerenciamento do Projeto é a consolidação de todos os princípios necessários para se gerenciar adequadamente o projeto. São eles: Registro de Alterações, Definição da Equipe do Projeto, Escopo, Estrutura Analítica do Projeto (EAP) e seu Dicionário, Cronograma, Orçamento, Plano de Gerenciamento das Comunicações, Lista de Verificação da Qualidade e o Plano de Gerenciamento de Pessoal. Seu “Projeto de Vida” teria um Plano de Gerenciamento de Projeto similar?
8. Como elaborar um Plano de Gerenciamento de Riscos?
8.1 Identificação
- Precisamos identificar os riscos, pois estes sempre existem e são inerentes a qualquer projeto. Projetos pioneiros ou com metas desafiadoras trabalham com maior grau de risco. Pelo fato de não se ter certeza absoluta do futuro, todo o processo de planejamento de respostas aos riscos, trabalha com certo nível de subjetividade. Identificar os riscos e descrever suas características:
Modelo de Planilha para Identificação de Riscos
Nº |
Descrição do Risco |
Causas |
Sintomas |
Classificação |
1 |
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2 |
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3 |
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4 |
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5 |
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6 |
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7 |
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8 |
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9 |
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10 |
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Quadro de Categorização de Riscos

As categorias de riscos apresentadas acima podem e devem ser alteradas, substituídas ou acrescentadas de acordo com as particularidades dos projetos de cada um.
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