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JUNHO 2009

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ARTIGO

Gerenciando mudanças em Projetos de Vida

Autor: Abraão Dahis (Espaço Expressão)

O resumo

Este artigo visa analisar as possíveis relações entre as ocorrências de situações de vida, em metas pessoais projetadas e, a possibilidade de ferramentas de gerenciamento de projetos, estabelecidas pelo Guia PMBOK 2004, serem eficazes no tratamento de riscos e apoio a decisões de mudanças que este projeto pode exigir, bem como propor técnicas para identificar e gerir tais processos.

Palavras chave: Projetos, Gerênciamento, Mudanças, Vida.

As dificuldades e resistências nas mudanças

“O mundo odeia mudanças. No entanto, é a única coisa que tem trazido progresso.”
Charles Franklin Kettering (1876-1958) – Inventor americano e co-fundador da Delco Eletronics.

Partiremos do princípio, que já se tem um Projeto de Vida e se sabe quais são as metas (marcos) deste projeto, como também, já se tem um Plano de Ação para alcançá-las.
Como as ferramentas de gerenciamento de projetos poderão ajudar a planejar, executar, controlar e, finalmente efetivar uma ou mais mudanças neste “Projeto de Vida”?
Quantos, diante da tentativa de transformar qualquer aspecto, não sentem grande dificuldade em mover-se na direção da mudança pretendida? Por que da dificuldade em romper com a inércia e assim, partir para o movimento? Mudar significa ocupar outro espaço, deslocar-se de uma situação para outra, de um estado atual para um estado desejado.
Este movimento exige liberdade de trânsito e, em oposição a isso, a grande dificuldade nestes momentos, é proporcional ao medo da perda, o medo de “deixar para trás”.
Embora o desejo de mudança seja forte, as circunstâncias onde mais facilmente se pode detectar o medo de perdas, são aquelas que envolvem perda material, perda de apoio afetivo, perda de segurança social e outros tipos de perdas.
Aprisionadas pelo medo de tantas possibilidades de perdas, a maioria das pessoas prefere se manter inerte, ao invés de “correr riscos” para transformar em ganhos, as questões que geram a necessidade de mudar. Um indivíduo para gerar mudança precisa agir, e, esta ação advém de um comportamento, das capacidades pessoais para lidar com as situações. É também baseada em crenças e valores que formam sua identidade e o norteiam neste mundo; além disso, o conecta com a consciência do “algo maior”.
O que vivemos hoje é fruto de escolhas que fizemos no passado e, por isso, para mudarmos, temos que assumir que erramos ou, ao menos, que a opção que fizemos não nos interessa mais. Na maioria dos casos, é preciso transformar primeiro a si próprio para conseguir efetivar uma mudança desejada.
Uma mudança realmente não é simples e fácil de fazer. Vale lembrar: “Não é possível fazer omeletes sem antes quebrar os ovos!”.

As necessidades de mudança

“Preciso ‘fazer algo’ resolverá mais problemas do que ‘algo precisa ser feito’.”
Glenn Van Ekeren

Você está conseguindo o que quer na vida?
Muitas pessoas desejam atingir os mesmos objetivos como, por exemplo, amar e ser amado, ter mais satisfação no trabalho, aproveitar melhor o tempo de lazer, aprimorar-se intelectualmente, parar de fumar, etc... Mas, poucas pessoas conseguem! Por que?
Descobri uma razão simples: a maioria de nós resiste ativamente à idéia de uma mudança, pois seria necessário sair da “zona de conforto”, seria necessário esforço adicional. Além disso, seria essencial romper a inércia e, principalmente, superar o medo de fracassar.
As pessoas com medo do fracasso lutam contra as mudanças porque não confiam em si mesmas para administrar o desconhecido, sem certezas e garantias. Para mim, é importante considerar o fracasso como um prelúdio para o êxito, mudando a forma de pensar (crença) e, utilizando as ferramentas gerenciais disponíveis no PMBOK* - uma das mais proeminentes entidades e líder mundial em gerenciamento de projetos - para, com elas, vislumbrar, por exemplo, cenários possíveis, analisando-os prospectivamente e tentando evitar riscos de fracasso nas mudanças pretendidas.
Você quer ou não quer atingir suas metas? Riscos? Sim! São inerentes ao estado de viver porém podem ser controlados. Segundo o PMBOK 2004*, risco é “um evento ou condição incerta que, se ocorrer, provocará um efeito positivo ou negativo nos objetivos de um projeto”.
Todo o projeto está exposto ao risco. O grau de exposição a riscos de um projetos é determinado pela sua natureza, tamanho, complexidade e o ambiente no qual está inserido. Todos os aspectos que constituem um projeto, ou seja, tecnologia, recursos humanos e materiais, aspectos legais, políticos, ambientais, financeiros e outros pertinentes ou não ao seu “projeto de vida”, podem ser fontes de riscos.
O impacto da ocorrência dos eventos de risco sobre seu projeto pode ser positivo, negativo e, muitas vezes pode significar o seu sucesso ou fracasso. Estes riscos devem ser efetivamente gerenciados, de modo a garantir que os objetivos sejam atendidos através da minimização dos impactos negativos (AMEAÇAS) – “azar” e da maximização dos positivos (OPORTUNIDADES) – “sorte”.
*Guia editado pelo PMI Project Management Institute – USA

A Matriz SWOT de Análise de Riscos

Para montar uma Análise SWOT de Riscos (Identificação de pontos fortes, pontos fracos, ameaças e oportunidades), normalmente usamos uma simples planilha dividida em quatro grandes áreas:

  • (S) Strengths (Pontos Fortes, de origem interna)
  • (W) Weaknesses (Pontos Fracos, de origem interna)
  • (O) Opportunities (Oportunidades externas)
  • (T) Threats (Ameaças externas)

A análise SWOT pode servir para se avaliar uma empresa, um projeto, uma parte do projeto, um produto, uma equipe, etc. Para cada um destes itens, fazemos perguntas similares a:

Pontos Fortes:

  • O que você (empresa/equipe/pessoa) faz bem?
  • Que recursos especiais você possui e pode aproveitar?
  • O que outros (empresas/equipes/pessoas) acham que você faz bem?

Pontos Fracos:

  • No que você pode melhorar?
  • Onde você tem menos recursos que os outros?
  • O que outros acham que são suas fraquezas?

Ameaças:

  • Que ameaças (leis, regulamentos, concorrentes) podem lhe prejudicar ?
  • O que seu concorrente anda fazendo?

Oportunidades:

  • Quais são as oportunidades externas que você pode identificar?
  • Que tendências e "modas" você pode aproveitar em seu favor?

          

RESULTADOS POSSÍVEIS:

Ambiente interno

Ambiente externo

Resultado

PONTOS FORTES

+

FATORES FAVORÁVEIS

=

OPORTUNIDADES

PONTOS A MELHORAR

+

FATORES DESFAVORÁVEIS

=

AMEAÇAS

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