Temos visto nos últimos anos uma onda de fusões, aquisições e joint-ventures.
São tantas que é até difícil acompanhar: Americanas e Submarino (e depois a
Blockbuster), Nokia e Siemens, Bauducco e Hershey's, Totvs e Datasul, Net e
Vivax, Vivo e Telemig, Sony e Ericsson, Accor e Ticket, SAP e Business Objects,
Sky e DirecTV, CPM e Braxis, Sodexho e VR, Apontador e Maplink, Telhanorte e
Center Líder, Oi e Brasil Telecom, Bovespa e BM&F, HP e EDS...
Na área bancária a tendência é ainda mais forte. O ABN AMRO, que comprou o
Real e o Sudameris, foi incorporado ao Grupo Santander, que já havia adquirido
o Banespa. Em março Bradesco adquiriu a corretora Ágora. O Itaú, que já
adquiriu uns 20 bancos na sua história, se une ao Unibanco, que por sua vez já
passou por mais de 10 fusões desde que foi criado, formando o maior banco do
Hemisfério Sul. A notícia mais recente é a aquisição da Nossa Caixa pelo Banco
do Brasil, buscando reaver sua posição no mercado. A onda não vai parar por aí,
já há boatos de outras aquisições no mercado.
E o que temos a ver com isso? Ora, cada uma dessas uniões é um megaprojeto
incrivelmente complexo, e demandarão muito trabalho por um tempo considerável.
Boas oportunidades a curto prazo, mas e depois? A resposta é, lógico: Virão
outros projetos. O gerente de projetos é consciente de que eles terminam e que
ele deve estar sempre preparado para o próximo. Hora então de investir num
plano de carreira, de identificar os gaps e se preparar melhor para os futuros
desafios, de onde quer que eles venham.
Renato Garcia Ferracini, PMP
Diretor de Comunicação e Marketing